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Mesmo com divergências, CRM diz que uso da Cloroquina está liberado

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Os médicos paraibanos não estão conseguindo se entender em relação ao uso da cloroquina e da hidroxicloroquina por pacientes acometidos da Covid-19. Desde o início da semana, foram divulgados dois manifestos: um favorável ao uso do medicamento indicado para tratamento de lúpus e artrite reumatoide e outro contrário. Em ambos, mais de 100 profissionais assinaram o documento.

O tema realmente não é fácil de ser abordado, tendo em vista o grau de contaminação política que acometeu o debate. As próprias entidades médicas não conseguem fechar um procedimento único em relação à indicação. Depois do Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Regional de Medicina (CRM) e o Sindicato dos Médicos fecharam um protocolo conjunto, no qual autorizam que a droga seja receitada.

O documento do Conselho Regional e do Sindicato dos Médicos, no entanto, é enfático em alertar o profissional de que tem que haver o consentimento do paciente. Se este trâmite for cumprido, eles alertam, não haverá processo ético contra o médico. Mesmo assim, o confronto entre os médicos tem entrado perigosamente na seara política. Isso por que o maior defensor do medicamento é o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

As controvérsias não se resumem ao Brasil. Nos Estados Unidos é o presidente Donald Trump o defensor número um do medicamento. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) havia suspendido, na semana passada, os testes com a droga. A medida foi reavaliada nesta quanta-feira (3). Isso por que a revista The Lancet, que publicou nota externando preocupação com a leitura dos dados nesta terça, admite que pode ter havido interpretação equivocada das informações.

O resultado disso é que as controvérsias são tremendas e só depois da pandemia sabermos se a Cloroquina foi um placebo ou efetivamente deu resultado. O risco nestes casos é sempre que a consequência pode ser a morte.

Jornal da Paraíba

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