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Shopping’s: 120 mil desempregados e 15 mil falências até o momento

ALSHOP (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) anunciou que, até o momento, 120 mil empregados foram demitidos e estimam que cerca de 15 mil lojas faliram nos últimos dois meses. Esses são os números que criam medo e preocupação, o número de falências não para de crescer e com isso o desemprego é uma ameaça de igual valor para o país.

Dados preliminares da ALSHOP (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), apontam que o fechamento de boa parte das lojas por cerca de dois meses já resultou em cerca de 120 mil desempregados. A associação, que representa 105 mil lojas em todo o país, estima que 15 mil lojas não devem mais reabrir  devido à crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus (COVID-19).

“Essa situação vai piorar se governadores e prefeitos não determinarem a reabertura gradual e cuidadosa da economia. Ontem, dados mostraram que a arrecadação federal de impostos é a menor em 13 anos, porém mais de 4.000 municípios tem condições de permitir a reabertura, pois tem baixa ocupação de UTI´s. Percebemos que a OMS sempre fez a recomendação para que as pessoas ficassem em casa, mas nos últimos 15 dias a mesma organização tem dito o contrário em países de economia frágil como o Brasil.”, aponta Nabil Sahyoun, presidente da ALSHOP. 

Em conferência, dirigentes pediram retomada 

Foram discutidos temas como a demora na liberação do crédito previsto com juros reduzidos, a burocracia na obtenção dessas linhas junto aos bancos e outras medidas anunciadas pelo governo federal. 

“Os governadores precisam encontrar um equilíbrio entre economia e saúde. Apoiam medidas restritivas enquanto veem a arrecadação desabar e já não terão sequer receita para manter o sistema de saúde em funcionamento e os salários dos servidores. Nos estados e municípios não adiaram o pagamento de impostos o que não tem prejudicado só os empresários, mas sim os empregados que dependem das empresas funcionando.”, disse Sahyoun. 

A ALSHOP defende uma reabertura gradual do comércio e exige a apresentação de um plano específico em estados como São Paulo. A associação aprova medidas restritivas já adotadas pelo comércio em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais. 

“Apresentamos protocolos de distanciamento e higienização dos ambientes comerciais que inclusive já foram adotados. Entendemos que o consumidor será cauteloso e já sofreu queda de renda o que não levará a situação a um patamar normal. Ainda assim a reabertura é uma forma de equilibrar a arrecadação, salvar empregos e vidas equilibrando saúde e economia.”, finaliza.

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