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Para cientista de dados, MP erra ao recomendar continuidade no fechamento do comércio



Professor e consultor campinense apresenta dados sem arlarmismos e segue sendo ignorado por promotores

O professor, consultor campinense, Pedro Coelho que já teve, inclusive, dados de seus estudos e pesquisas plagiadas e divulgadas de maneira contrária ao seu real objetivo pelo secretário de Saúde do estado, Geraldo Medeiros. No entanto, até agora tem sido um lobo solitário na demonstração, comprovada cientificamente, de como autoridades deveriam tomar medidas que pudessem evitar o caos econômico em Campina Grande.

Após 30 dias com o comércio fechado, o prefeito Romero Rodrigues até quis flexibilizar a abertura do comércio, mas promotores se posicionaram contrários e recomendaram a manutenção das medidas já adotadas pela Prefeitura Municipal de Campina Grande, no mês de março. Para Pedro Coelho, queimaram a largada.

Agora, diante do crescimento constante de casos da covid-19, o prefeito, Romero Rodrigues já informou que se torna impossível a flexibilização neste instante. “Peço a compreensão de todos e, infelizmente, agora com o crescimento da curva, e esse crescimento é natural, é impossível pensar em reabertura do comércio”, disse ontem em live transmitida em suas redes sociais para comunicar a ampliação das medidas restritivas em Campina Grande.

Apesar de todas as incertezas e inconsistências em medidas adota no mundo inteiro, um fato deve ser levado em consideração e deve ser ponderado para reflexão: nesse meio célere da comunicação atual, as autoridades do Ministério Público, que passaram a decidir os destinos dos campinenses, ordenando o que deve ou não ser feito, nesse período pandêmico, já devem ter conhecimento desses estudos científicos realizados pelo professor, Pedro Coelho, desde o seu início. É incompreensível ainda o fato de ignorarem tais análises, preferindo basear-se em achismos.

Apresentação dos estudos e análises do professor Pedro Coelho:

VÍDEO 1: - “Bom modelo de previsão covid-19 CG”

O primeiro estudo do professor, consultor e cientista de dados, Pedro Coelho, tornado público no dia 1º deste mês de maio, intitulado: “Bom modelo de previsão covid-19 CG”, inclusive entregue às autoridades no mês de abril para norteá-los sobre o que estava por vir e sugerir medidas baseadas em Ciência e não em achismos. 

Pedro garante que apesar dos dados serem inconsistentes e que existem subnotificações, sendo esta, uma variável a ser ponderada, foi possível alcançar uma boa modelagem. Fato este, que não tem se constatado em nível de Brasil e nem mundial. Ciência é Ciência e não achismo e é através dela que será possível se chegar ao sucesso no combate ao coronavírus.

Pedro Coelho se ateve, em seus estudos, especificamente a Campina Grande e explica que sua preocupação maior é mostrar bons dados sobre o município. 

O vídeo sobre sua análise: “Bom modelo de previsão covid-19 CG”, pode ser visto abaixo:

 

Neste estudo, especificamente, Modelo de 1º de abril de 2020, o professor mostra um gráfico com uma curva crescente, iniciando no dia 27 de março até o dia 1º de maio, chegando-se a 53 casos. Neste mesmo dia, a Prefeitura Municipal de Campina Grande, através de divulgação do Boletim Oficial da Covid-19, no perfil do Instagram do prefeito, Romero Rodrigues, a cidade registrou exatos 53 casos. Coincidência? Achismo? Não, Ciência!




BOLETIM DA SESAU DE CG, PUBLICADO NO DIA 1º DE MAIO DESTE ANO




VÍDEO 2 - “Diferenças significativas nos dados do Covid-19 brasileiro”

O 2º estudo, intitulado: “Diferenças significativas nos dados do Covid-19 brasileiro”, foi realizado no dia 2 de maio e divulgado em seu canal do Youtube, no dia 3 de maio. O professor e consultor de dados, Pedro Coelho mostra que existe diferenças significativas de taxas entre os estados brasileiros. Tomando por base comparativa, dados do próprio Ministério da Saúde do Brasil (1/05/2020), Pedro pega a taxa de letalidade e o divide em dois grupos (traçando uma mediana), quais sejam: um grupo com a maior incidência e outro com uma menor incidência.
 
A partir daí, o professor Pedro Coelho se utilizou de um teste estatístico, chamado Mann-Whitney, que trata especificamente de teste de medianas para identificar diferenças entre os grupos de maior e menor letalidade. A constatação feita é de que apesar da existência de maior e menor incidência de letalidades em regiões diversificadas do País, não existe nenhuma tendência, ou seja, as diferenças regionais, dentre as quais, índice de desenvolvimento e tamanho populacional, não se mostraram variáveis significativas reais.

O mesmo teste estatístico foi utilizado para traçar a mediana no gráfico, fornecido pelo Ministério da Saúde do Brasil, de casos de mortes por milhão de habitantes. E também, conforme analisado pelo professor Pedro Coelho, há uma uniformidade porque o parâmetro é o mesmo quando se trata do quantitativo populacional. 

Conclusivamente, isso quer dizer que foram apresentadas taxas acima da média em estados de diferentes regiões do país, mostrando que aspectos regionais não foram significativos. Há uma diferença estatística significativa, sem uma justificativa aparente nos dados do coronavírus no Brasil. Pedro explica ainda que determinados estados podem conter falhas significativas no seu sistema de notificação de casos e/ou de óbitos, como também condições técnicas específicas.

Este estudo e seu respectivo relatório na íntegra sobre: “Diferenças significativas nos dados do Covid-19 brasileiro”, pode ser visto abaixo:


 


VÍDEO 3 - “Cientistas globais matam mais que o coronavírus”

A 3º análise do professor e cientista de dados, professor, Pedro Coelho apresentou no dia 11 de maio de 2020, o seguinte tema: “Cientistas globais matam mais que o coronavírus”. Nela, ele faz uma provocação e sustenta que alguns cientistas globais, que muitas vezes não são cientistas de dados, tem se precipitado muito em fazer análises sem hipóteses que possam justificar suas próprias opiniões, dentro de um cenário tão complexo como o enfrentado pelo país diante da pandemia de um novo vírus.

Para exemplificar melhor, Pedro fez uso da parábola de um homem que andava por uma floresta e encontra um uma flecha bem no meio de um alvo, em uma árvore. Após várias tentativas, o homem não acerta o alvo como a flecha que lá está fincada bem no meio do alvo. Ao encontrar um índio (o autor do alvo), o homem pergunta como ele tem uma mira tão boa e supõe que ele deve treinar bastante, mas se espanta com a resposta do índio que diz: “É muito fácil. Você atira primeiro e depois desenha o alvo”.
Ou seja, os “cientistas” globais mundo afora tem feitos suposições com relação a covid-19 sem nenhum tipo de embasamento científico de fato. “Muitos supostos cientistas tem atirado e depois desenhado o alvo, trazendo hipóteses ‘porque isso, porque aquilo’ sem comprovações. Enfim, não é bem isso que é fazer Ciência”, disse Pedro.

O professor explicou ainda que tem acompanhado muitos supostos cientistas trabalhando com números, mas ressalta que a Ciência Estatísticas não trabalha com números e sim com dados. Dados esses que são números dentro de um contexto. Portanto, não se pode comparar 10 mortes no Brasil com 10 mortes em Portugal ou com 10 mortes nos Estados Unidos. Segundo, Pedro, são grandezas diferentes, além de estarem inseridos em culturas e realidades, na maioria das vezes, diferentes. Nas quais, variáveis podem comprometer o resultado final de algumas análises feitas.

A partir daí, é possível contestar afirmações do tipo: “Tá vendo, o Brasil tomou determinadas ações, os Estados Unidos não. Olha o que se evitou de mortes”. É exatamente isso que o professor, Pedro Coelho contesta. “É isso que a gente fala sobre determinados cientistas que está aí dizendo: “A partir de tal dia, teve a medida de isolamento, a curva do Brasil desceu. Como? Se o próprio vírus leva em média 14 dias pra realmente chegar num quadro significativo?”, pondera Pedro.

O professor enfatiza ainda que enquanto cientista, não se pode recortar uma parte da Ciência para justificar opiniões. “Você não pode ser cientista e está apresentado dados dentro de uma única Ciência. Do tipo, ‘vamos ficar todos em casa’ ou ‘vamos sair todos’, não é bem isso. Ciência é multidisciplinar. Por exemplo, você provoca ‘ficar em casa’, daí, que tipo de resposta você tem? Você tem números para isso com respostas diferentes e tem números com respostas diferentes pra ‘vamos sair todos’”, explicou Pedro.

Portanto, quando se usa esse tipo de análise em troca de uma opinião pessoal ou de um terrorismo ou estatística terrorista ou mesmo para desenhar o “alvo em torno da flecha já atirada” é um erro que, na opinião do professor, qualquer pessoa ou cientista, não deveriam estar fazendo e apresenta erros grosseiros já realizados e divulgados mundo afora, durante a Pandemia, a exemplo do Imperial College London.

Pedro explicou que um dos cientistas (estrela) do Imperial College London fez uma estimativa e destacou 500 mil mortes no Reino Unido, dez dias depois ajustou para 20 mil. Para o professor, isso é um erro grosseiro em nível de estimativa e danoso para a sociedade, porque todo mundo correu para tomar determinadas medidas que não se sabe até agora se foram efetivas ou não.

Segundo, Pedro Coelho, no Brasil o Imperial College replicou o mesmo erro grotesco e alardeou que haveria em média 2.6 milhões de mortos. Em seguida, ajustou para 44 mil. “Percebam a grandeza desse erro e não estou dizendo que um ou outro está certo. Estou apenas dizendo que esses cientistas do estrelismo global que buscam estrelismo, comprometem conceitos fundamentais da Ciência e querendo ajustar o seu alvo para sua flecha já lançada é uma postura criminosa”, disparou.

O vídeo sobre esse estudo, pode ser visualizado abaixo: 

 

VÍDEO 4 - “Números sem terrorismo”

No 4º estudo do professor, Pedro Coelho, exibido no último dia 13 de maio de 2020, o tema abrangido é sobre “Números sem terrorismo”. Nesta provocação, o professor apresenta números sem alarmismos, através da sua preocupação em constatar o pânico que vem sendo instalado para a população, justamente em decorrência dos números que tem sido apresentado diariamente em alguns meios de comunicação. 

“Os números assim como tudo na vida, eles nos trazem algumas vertentes de análise ou possibilidades, como a velha parábola do copo: ele pode estar meio vazio para uns e meio cheio para outros. Então assim são os dados ou a Ciência dos dados. Você pode analisar sobre vários prismas”, pontuou.

Pedro Coelho afirma que sempre relutou em apresentar dados sobre óbitos, até porque independente de quantidade é algo sempre significativo para as pessoas.

Nesta análise, o professor apresenta um gráfico comparativo dos dados de óbitos entre os países do Brasil, Itália, Espanha e Estados Unidos da América. O quadro mostra a reação dos casos de coronavírus iniciada em meados do final de fevereiro até o dia 10 de maio. A partir do dia 1º de maio é possível perceber que o Brasil, na maior parte desse período se manteve bem abaixo dos demais países. A partir do dia 30 de abril, há uma leve precipitação para mais e que chega a se igualar a Itália. No dia 8 de maio esse número, ultrapassa a Espanha e a Itália, se mantém até o dia 10 e depois é visível uma curva decrescente.

A partir daí, Pedro reforça, que é preciso entender que dados dependendo da cultura, da região e da população, ele tem uma percepção diferente. Então a curva de óbitos apresentada neste estudo, a partir da realidade de cada população, é possível perceber e constatar uma mudança de entendimento, ou seja, o caso de óbitos no Brasil, é consideravelmente inferior em comparação com todos os demais países utilizados na análise.
 
E quando se usa uma média móvel, dentro de um intervalo temporal sobre esses dados, pareando os países desde o início da pandemia é possível constatar que em todos os demais países o número de casos de óbitos é extremamente significativo e superior ao do Brasil. Ainda para uma explicação mais didática, Pedro Coelho se utilizou de uma mediana, tomando o Brasil por base em relação aos países em estudo comparativamente, os EUA tem 6 vezes mais óbitos que o Brasil, a Itália tem 11 vezes mais óbitos que o Brasil e a Espanha tem 14 vezes mais óbitos que o Brasil.

“Esses são dados reais e bem diferentes do que muitos tem apregoado Brasil afora, causando um verdadeiro terror na população. Para se ter uma ideia, até o último dia 12, nós tivemos no Brasil 422 mil mortes em geral. Destas, 12.400 mortes por covid-19, o que representa 2,9% do total. Isso mostra todo esse terror que tem dado pânico nas pessoas, chegando a nem sair de casa por medo de todo esse terror causado pela mídia do nosso país”, ponderou. 

Pedro Coelho afirma que os dados apresentados por ele não são capazes de assegurar quem deva ou não sair de casa, até porque seria necessário analisar o contexto em que cada pessoa está inserida e a partir daí, apresentar resultados. “Apresento esses dados e deixo a conclusão para cada um analisar sua condição própria. Não cabe a nós cientistas dizer se as pessoas devem ou não saírem de casa. Nós não temos embasamento suficiente dentro da realidade para isso, dentro do contexto em que cada pessoa está inserida. Tem pessoas que podem permanecer em casa e tem pessoas que não podem permanecer em casa. Nosso objetivo é trazer uma visão mais próxima da realidade para que as pessoas possam balizar a sua própria decisão”, explica Pedro.

Para este estudo, veja o vídeo do professor, Pedro Coelho logo abaixo:

 

VÍDEO 5 - “ISOLAMENTO: o erro é do remédio ou da dosagem?”

No quinto vídeo apresentado pelo professor, Pedro Coelho, apresentado na última sexta-feira (15) de maio, o tema abordado é “ISOLAMENTO: o erro é do remédio ou da dosagem?”. Em uma das etapas de enfrentamento ao Covid-19, a mais discutida atualmente é a eficiência do isolamento social (vertical e horizontal) e também em lockdow (fechamento total).

O professor, Pedro Coelho inicia sua análise, fazendo questionamentos do tipo: Isolamento social é um remédio? E a dosagem que estamos usando, deixará o paciente bem ou vai mata-lo? E para obter essas respostas, ele apresenta dados científicos para que possam ser refletidos por autoridades, pessoas da sociedade civil e demais interessados. 

Pedro Coelho inicia apresentando gráficos dos casos de óbitos, de estudos anteriores e faz um comparativo entre os países que adotaram medidas restritivas e a Suécia que não adotou nenhuma. Países, a exemplo de Itália, Espanha e Estados Unidos da América, que se tornaram destaques negativos em nível mundial em casos de covid-19, adotaram medidas restritivas. A Itália, inclusive, com o uso da força policial nas ruas. Nos Estados Unidos, alguns estados foram mais duros nas restrições e outros mais flexíveis. A Espanha da mesma forma. No entanto, os casos de óbitos foram significativos.

Já na Suécia, que não adotou nenhum tipo de medida restritiva e deixou a população se imunizar livremente, os resultados positivos são surpreendentes mais ainda se comparados aos países que decidiram por adotar as restrições. Na apresentação de gráficos com exibição de casos de óbitos por milhão, é possível constatar que até a última sexta-feira (15), os dados são os seguintes: na Espanha – 5.868 casos; Estados Unidos – 4.417 casos; Itália – 3.689 e Suécia – 2.894. Ficando evidente que a Suécia, que não adotou nenhum tipo de medida restritiva, tem um rendimento superior aos demais que adotaram.

O professor Pedro Coelho destaca também que dentro desse estudo tem países que adotaram medidas restritivas e tiveram um rendimento melhor que a Suécia. É o caso de Portugal, que se tornou referência no quesito isolamento social e obteve respostas positivas. Mesmo assim, a diferença do número de casos de óbitos registrados entre a Suécia e Portugal é de 92 casos. No comparativo de casos de óbitos por milhão entre Suécia e Portugal, essa diferença é de 244.

Resumindo, quem seguiu a risca o remédio do isolamento e teve resultados positivos com relação aos casos de óbitos, a exemplo de Portugal, que parou tudo, poderá ter que enfrentar sérios problemas econômicos e quanto a isso, o professor Pedro Coelho é convicto, só será possível afirmar alguma coisa, através de estudos.

Um outro comparativo feito neste estudo é entre Portugal e Coreia do Sul, Hong Cong e Taiwan. Estes três últimos não adotaram nenhum tipo de medida restritiva, o comércio continuou funcionando e determinaram apenas medidas protetivas. Ainda nestes locais, foram feitos testagem e isolamento das pessoas que estavam contaminadas. Desta forma, o resultado obtido é extremamente significativo, principalmente quando se leva em conta o número de habitantes dessas três localidades em relação a Portugal.

Neste gráfico, Portugal – até a última sexta-feira (15) – tinha 2.802 casos de óbitos; Coreia do Sul - 215; Hong Cong – 141 e Taiwan – 18. Ou seja, o rendimento dessas três localidades que mantiveram seu comércio funcionando e seguindo a vida normalmente, tiveram um rendimento melhor do que Portugal que adotou todas as medidas restritivas.

Confira o vídeo do respectivo estudo abaixo:



Simone Duarte

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