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COVID-19: Com taxa de letalidade de 2,18%, Campina Grande se prepara para o PRÉ-LOCKDOWN

Um breve olhar sobre os números do Covid-19 em Campina Grande a partir dos dados apresentados em boletins e informações oficiais da Prefeitura de Campina Grande, com um distanciamento da sujeira da politicagem podemos obter respostas mais reais de como se encontra a realidade da pandemia no município e na região polarizada por Campina Grande. São cerca de 70 municípios e cerca 1.4 milhão de pessoas.

Os número de UTI’s, informados pela PMCG, que estão a disposição do combate ao Coronavírus, mostram 83 UTI’s em funcionamento nos Hospitais públicos e privados, alem de 56 unidades em processo de ativação para uso no atendimento intensivo dos pacientes com Covid-19. são distribuídos da seguinte forma:

HOSPITAL PEDRO I (GOV. MUNICIPAL) – 30 UNIDADES
HOSPITAL DA CRIANÇA E ADOLESCENTE (GOV. MUNICIPAL) – 06 UNIDADES
MATERNIDADE – ISEA (GOV. MUNICIPAL)- 09 UNIDADES
HOSPITAL DE CAMPANHA (GOV. MUNICIPAL) – 20 UNIDADES (em processo de ativação) 
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ALCIDES CARNEIRO (GOV. FEDERAL) – 12 UNIDADES
HOSPITAL DE TRAUMA DE CAMPINA GRANDE (GOV. ESTADUAL) – 12 UNIDADES
HOSPITAL DAS CLINICAS (GOV. DO ESTADO) – 17 (EM FASE DE CONCLUSÃO)
HOSPITAL JOAO XXIII (PARTICULAR) – 09 (EM PROCESSO DE ATIVAÇÃO) -PMCG 
CLINICA SANTA CLARA (PARTICULAR) – 10 UNIDADES
HOSPITAL ANTONIO TARGINO (PARTICULAR) – 04 UNIDADES

HOSPITAL DA CLIPSI (PARTICULAR) – 10 UNIDADES (EM PROCESSO DE ATIVAÇÃO) PMCG

Diante dos números apresentados no último boletim, Campina Grande apresentou 870 casos confirmados de Coronavírus, para 19 óbitos, com 142 recuperados, 539 negativos, 448 casos suspeitos, com uma taxa de ocupação de 73 % de UTI’s e 55% de enfermarias ocupadas, em uma conta simples, temos uma taxa de letalidade de 2,18% de mortalidade e 16,3% de recuperação.

Com os números apresentados das 83 UTI’s disponíveis, algo como 64 UTI’s estão ocupadas e 19 unidades estão vagas, para um ritmo de contágios crescente como apresentado não só para Campina Grande mas toda a região polarizada pela Rainha da Borborema com cerca de 70 municípios, é de se preocupar que no momento tão poucas unidades estejam a disposição de uma população maior que 1,4 milhão de pessoas. Segundo a fala do prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues cerca de 60% dos pacientes internados são oriundos de outros municípios, sendo assim podemos calcular que 38 pacientes são de fora de Campina.

Para entender a preocupação do prefeito e da sua equipe na linha de frente em determinar um pré-lockdown, tentando estancar o crescimento da proliferação do vírus e em paralelo buscar disponibilizar novas unidades de UTI’s para atendimento intensivo, (não pudemos dispor da informação sobre se na conta estipulada pelo prefeitura de uso de UTI de 73%,  já estão as unidades do Hospital de Campanha-20), se torna preocupante a atual situação, mas a preocupação aumenta, caso não disponibilizem o mais rápido possível as 56 novas unidades, dando uma tranquilidade para o combate a pandemia. Já são quase três meses de isolamento, fator usado para dar tempo suficiente de disponibilizar  equipamentos e locais para o tratamento aos pacientes do Coronavírus.

Com a decretação do endurecimento das medidas de isolamento social e a antecipação de feriados, proibindo a abertura de feiras e mercados e tomando outras medidas mais duras a prefeitura de Campina Grande busca alternativas para o controle, mas diante dos números e do quadro apresentado não adiantarão muito se não for acompanhado pelas prefeituras que usam Campina Grande como referência para atendimento dos pacientes com coronavírus. Pacientes de outros municípios da Paraíba e de outros estados estão chegando aos portões de Campina Grande, juntando-se a uma população estimada de mais de 400 mil pessoas, as filas na UPA do Alto Branco já são preocupantes e constatam que o sistema está inchado.

Animador é sabermos que a taxa de letalidade do Coronavírus esta baixa, 2,18%, diante de uma população de cerca de 70 municípios, com mais de 1,4 milhão de habitantes, que dependem de Campina Grande e das ações desenvolvidas pela gestão municipal para receberem atendimento de saúde dentro do processo da pandemia. Apresentado o quadro é mais do que importante a não politicagem, o fim das palavras e a união de decisões em torno de medidas comuns a todos os municípios envolvidos. Recentemente o prefeito Romero Rodrigues realizou uma videoconferência com vários prefeitos, não sabemos diante desse diálogo se os outros municípios acompanharão o pré-lockdown?

 

 

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