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Bolsonaro defende divulgação na íntegra de reunião ministerial

O presidente Jair Bolsonaro afirmou no início da manhã desta sexta-feira (15) que espera que se torne público tudo o que ele falou na reunião ministerial que está no STF (Supremo Tribunal Federal).

"Aí vão me criticar que eu falei palavrão. Vão dizer que quem fala palavrão não está à altura de ser presidente. O que rouba e mete a mão está à altura?", afirmou, recebendo aplausos de seus apoiadores na porta do Palácio da Alvorada.

O ministro do STF Celso de Mello deve decidir nesta sexta-feira se vai liberar a divulgação.

O vídeo em questão tornou-se objeto de análise após o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmar que nessa reunião com os ministros, em 22 de abril, o presidente Bolsonaro teria deixado clara sua intenção de interferir na Polícia Federal.

O presidente admitiu que, conforme transcrição feita pela AGU (Advocacia Geral da União), utilizou a sigla PF na reunião para defender a segurança de seus familiares, mas não com o intuito de qualquer interferência no trabalho da Polícia Federal.

"O que eu falei aí foi no tocante à segurança física, está bem claro ali. A minha segurança. Quem faz minha segurança não é a PF, é a GSI (Gabinete de Segurança Institucional."

A passagem do presidente pela porta do Alvorada nesta sexta foi bem curta. O vídeo dura menos de três minutos. Bolsonaro se irritou quando foi questionado pelos repórteres e afirmou pelo menos duas vezes que não aceitaria um interrogatório. E se isso acontecesse, encerraria a entrevista. O que fez após dois minutos e 49 segundos.

O presidente se postou em frente aos apoiadores criticando as manchetes do dia e, irritado, chamou de "palhaçada" as perguntas feitas por um repórter. 

Ao defender a divulgação de suas falas, Bolsonaro repetiu o posicionamento feito pelo menos duas vezes na quinta-feira (14). Pela manhã, ele afirmou: "Da minha parte, não tem sigilo de nada". À noite, em sua tradicional live pelo Facebook ele declarou que gostaria que todos os trechos que não contivessem questões que só interessam ao governo poderiam ser liberadas para conhecimento público.



r7

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