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Por que a impressão de dinheiro não é solução para crise financeira no Brasil?

Medida é defendida por políticos como Lula e Meirelles, porém contrária à realidade econômica do país
Os efeitos da paralisação em todo o planeta provocada pela pandemia do novo coronavírus, o Covid-19, devem atingir todos os setores econômicos e sociais no mundo. Com milhões de pessoas em quarentena e com o baixo índice de produtividade e circulação econômica, países buscam soluções eficazes para vencer a crise. 
No Brasil, antes mesmo de a doença chegar ao país, em dezembro de 2019, o Ministério da Economia já estudava medidas de como a crise poderia ser enfrentada, conforme relatou à imprensa o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida.  "Em 10 de março, a SPE apresentou ao ministro um conjunto inicial de medidas que somavam mais de R$ 80 bilhões, com impacto fiscal de R$ 13 bilhões. Guedes não ficou satisfeito e pediu medidas com mais impacto", relatou. Segundo ele, esse pacote anunciado em março começou a ser estudado ainda no fim do ano passado.
Todavia, inúmeros políticos, dentre eles o ex-presidente Lula e o atual secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, têm defendido a ideia de que imprimir dinheiro poderia ser a solução financeira para o país em meio à crise. Orquestram a ideia por meio de redes sociais e imprensa, e confundem, dessa forma, a cabeça da população. 
Contudo, soluções fáceis para problemas complexos não existem e a impressão de dinheiro não é a saída eficaz para o setor econômico, conforme explica a economista Renata Barreto. "O dinheiro tem um preço e sua impressão tem uma oferta e demanda, ou seja, quando você aumenta o dinheiro disponível na economia, você faz com que o seu preço se reduza, e isso aumentará a inflação que corrobora no endividamento e/ou aumento de impostos. Cabe destacar que, se o governo começa a imprimir dinheiro, necessariamente o seu risco econômico aumenta, assim se eleva a taxa de juros juntamente com uma fuga de capitais", destacou. 
Vale lembrar que alguns países latino-americanos optaram pela impressão deliberada de recursos, como é o caso da Argentina e da Venezuela. Dois exemplos claros de que isso não é o remédio. Atualmente, a Argentina decorre em déficits fiscais altíssimos e sofre com uma hiperinflação com crises cambiais e desvalorização da moeda. Já a Venezuela sofre uma crise econômica e social desde 2015, o que tem provocado a evasão da população para outros países. 
Para o economista Alan Ghani, as pessoas que estão acreditando que imprimir dinheiro gera riqueza, vivem em um 'espiral da irracionalidade'. "Precisamos aumentar nossa produtividade, pois se você cria dinheiro em descompasso com o processo produtivo, você gera uma brutal inflação. Isso é uma solução demagógica", destacou em entrevista ao BSM.

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