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'Bolsonaro queria informações sobre ele, não sobre outras pessoas', diz Zambelli sobre troca na PF


Para a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), envolvida no desentendimento entre o ex-ministro Sergio Moro e Jair Bolsonaro, o presidente não interferiu politicamente na Polícia Federal (PF) ao tentar tirar Maurício Valeixo do comando. Segundo a deputada, Bolsonaro quis ter acesso a informações que diziam respeito somente a ele, não a adversários políticos. Para especialistas ouvidos pelo GLOBO, no entanto, mesmo assim a prática poderia configurar crime de responsabilidade.

Sergio Moro declarou, na última sexta-feira, que o presidente quis interferir politicamente na PF para ter acesso a informações sobre investigações sigilosas. Ao "Jornal Nacional", da TV Globo, Moro enviou imagens de uma troca de mensagens com o presidente e também com Carla Zambelli, que tentava convencê-lo a aceitar o nome do atual diretor da Abin, Alexandre Ramagem, no comando da PF, em substituição a Maurício Valeixo.

Em contrapartida ao aval do ministro, a parlamentar disse que ajudaria a convencer Bolsonaro a indicá-lo ao Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga que será aberta com a aposentadoria do ministro Celso de Mello.

— O ponto é que ele (Bolsonaro) falava que gostaria de ter acesso a informações relativas a ele, não contra outras pessoas. Um (dos casos) é a tentativa de assassinato a ele, que até hoje não se descobriu o mandante. Ele não queria que a PF repassasse informações sobre o José Dirceu, por exemplo. O que ele queria eram os últimos acontecimentos do país dentro de cada órgão, aquelas (informações) que podem se tornar públicas. Por que ele pode saber informações de outros órgãos, e não da PF? — diz ela.

Numa transmissão ao vivo em seu Facebook logo após a reportagem do "Jornal Nacional", Zambelli se explicou aos seguidores sobre a ajuda que havia oferecido a Moro para tentar convencer Bolsonaro a indicá-lo a uma vaga no STF.



oglobo

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