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Achatamento da curva de casos desafoga UTIs em Minas


A manutenção de uma curva achatada de proliferação de casos da COVID-19 em Minas Gerais tem se refletido positivamente nas internações mais graves. Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), 58,6% dos pacientes internados em Unidades Individuais de Terapia Intensiva (UTI) já receberam alta no estado, segundo dados informados ao Estado de Minas. Apesar disso, a doença se mostra agressiva e o número de mortes continua a subir, ainda que em ritmo menos acelerado que o de outros estados, como São Paulo e Rio de Janeiro.

O informe é relativo à semana passada, mas mostra um desempenho que o sistema considera “satisfatório”, sobretudo porque o número de mortes não se ampliou fora do ritmo que vem sendo observado ao longo de todo o histórico da pandemia. "Há 77 pacientes internados em decorrência da COVID-19 ou por suspeita da doença em leitos de UTI. A taxa de ocupação de leitos de UTI, em relação ao coronavírus, é de 4%. E 109 pacientes que estavam internados em leitos desse tipo, por suspeita da doença, já receberam alta", informou a Secretaria de Governo.

Os dados, contudo, não reduzem os efeitos severos da doença no estado. Na data do levantamento, dia 17 de abril, Minas Gerais indicava 35 óbitos devido ao novo coronavírus (Sars-Cov-2), tinha 1.021 casos confirmados, com 98 óbitos sob investigação e 233 mortes descartadas. Após 10 dias, o total de casos subiu ontem para 1.548, aumentando 51,6%, e as mortes chegaram a 61, com um incremento de 74% no período.

Dos 61 óbitos verificados, nove pacientes não apresentavam outras doenças que os colocariam diretamente no quadro de risco, como diabetes, pressão alta e obesidade, além de o fato de terem idade avançada. O número representa um universo de 14,75% dos doentes que não se recuperaram. Dos mortos totais, 11 eram de Belo horizonte, de acordo com o boletim de ontem. O total de casos confirmados por testes em BH é de 533. Entre os óbitos da capital mineira, dois pacientes não tinham outras complicações de saúde conhecidas, além da idade avançada, o que representa 18% da amostragem.

Entre nove pacientes que perderam suas vidas e não apresentavam comorbidades (fatores de saúde que os tornariam mais vulneráveis à infecção), apenas dois não eram idosos. O primeiro se refere a uma morte no município de Mariana, na Região Central de Minas, que foi informada no dia 30 de março e que, no caso, o paciente era um homem de 44 anos. O outro registro de morte sem comorbidades conhecidas em pessoa não idosa foi registrado em Divinópolis, município da Região Centro-Oeste mineira. A paciente era uma mulher de 46 anos que morreu no dia 8 de abril.

Impacto positivo

De acordo com declaração do secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, o ritmo de aceleração dos casos do novo coronavírus demonstra reflexos de ações de controle externo, além de hospitalares. "O que nós temos hoje, do ponto de vista de evolução dos casos de COVID-19 em Minas, é uma curva de crescimento bastante achatada e que mostra que as medidas tomadas pelo governo do estado, do ponto de vista do isolamento social, foram adequadas e oportunas".

Com informações do Estado de Minas


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