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Energisa corta a luz dos moradores da Ocupação Ricardo Brindeiro


Na manhã desta sexta-feira (20) os moradores da Ocupação Ricardo Brindeiro tiveram sua energia cortada pela Energisa. A comunidade, que fica localizada no Portal do Sol/Altiplano, tem cerca de 300 moradores, é formada, em sua maioria, por trabalhadores informais, catadores de reciclagem e pessoas desempregadas, muitos velhos e crianças.
“A gente não pode ficar sem energia porque  tem criança e velhos, e por conta desse corte a minha geladeira deu problemas, as verduras e as carnes todas descongeladas, e a gente pede uma ajuda para que olhem para a comunidade porque a gente não tem ninguém”, apela Alexandra, moradora e mãe de tês filhos, sendo um de colo. 
A Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB) emitiu, no dia anterior (19), recomendações para que a Cagepa e Energisa não interrompam o fornecimento de água e energia elétrica dos consumidores inadimplentes durante a pandemia do coronavírus.
“Esse caso e outros casos são absurdos, e a gente espera que essa empresa minimamente tenha respeito com os paraibanos. Neste momento este é o povo mais prejudicado. São os mais pobres, pessoas que têm menos informação e menos recursos para combater essa doença”, destaca Gleyson Melo do Movimento dos Trabalhadores por Direitos. “Energia não é luxo, é uma questão de primeira necessidade. Não se trata mais de luxo, antigamente tinha isso mas hoje não. Até para os primeiros socorros tem que ter gelo e tem pessoas que dependem de aparelhos em casa, então esta é uma empresa e coloca o lucro na frente das pessoas. E a gente segue dizendo que nem água nem energia são mercadorias e o preço da luz é um roubo e tira a comida do Povo”, complementa ele.

Lydiana Cavalcante da Defensoria Públida Estadual informa os passos que serão dados: “Na próxima segunda-feira vamos entrar com uma ação contra a Energisa em relação a essa recomendação que foi feita, e iremos entrar com uma Tutela Antecipada para o poder judiciário concedê-la no sentido de não haver cortes no estado da Paraíba nesse período de 90 dias, período previsto no decreto estadual de calamidade pública”

A Defensoria Pública entrou em contato com a Energisa e esta emitiu um documento afirmando que não irá seguir a recomendação da DPE.
Confira abaixo a nota oficial da Energisa para a DPE-PB

brasildefatopb

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