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Bomba: Governador é convencido por auxiliares e deve pedir ajuda da Policia Federal para descobrir rede de arapongagem na Paraíba


Até agora, passados quase 30 dias do episódio que confirmou a atividade clandestina de espionagem a autoridades, quando da identificação de um P2 (policial do serviço de inteligência) nas redondezas da secretaria e do gabinete do secretário de Segurança Pública, Jean Nunes, o governador João Azevêdo foi convencido por auxiliares próximos a pedir o auxílio da Policia Federal para aprofundar as investigações em meio as suspeitas de choque de interesses entre Policia Militar, via Comando Geral, e Policia Civil, via Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social. A informação foi repassada por um fonte que acrescentou ao Tá na Área que o governador já teria mobilizado pessoas de sua confiança para mapear toda a área de inteligência da PM, inclusive com a possibilidade de mexidas importantes em cargos estratégicos nos próximos dias.
Conforme a fonte, a pedido do governador, o secretário Jean Nunes mandou encerrar a sindicância aberta pelo Comando Geral da Polícia Militar e encarregou a Corregedoria Geral da pasta de conduzir as investigações e os devidos interrogatórios. “O governador não engole o andamento dado até aqui, tanto é que não se sabe nada além do nome do espião, peça menor numa engrenagem gigantesca e cujos mentores estão bem mais acima na patente de coronéis”, disse o interlocutor.
Com essa determinação, acrescentou a fonte, o secretário espera dar celeridade ao caso, que vinha se arrastando conduzido a passos de tartaruga pelo Comando Geral na expectativa de deixar o assunto cair no esquecimento como de outras vezes.
A decisão também revela, revelou o interlocutor do Tá na Área, a firme determinação do secretário de dar um basta nesta atividade criminosa cuja evolução e impunidade vinham emprestando um poder descomunal ao comandante geral detentor de informações obtidas de forma ilegal que ninguém sabe para que objetivos vinham sendo coletadas.
“A decisão chega em boa hora e revela também que o governador João Azevedo, provavelmente um dos bisbilhotados como apontam relatórios internos, abraçou a causa e quer por em pratos limpos a extensão de uma atividade que se sobressai além de sua autoridade já que fora do seu controle”, disse a fonte.
Nos bastidores, o que se sabe é que uma rede ilegal de arapongagem foi instalada na Paraíba nos últimos anos. Personalidades como Luciano Agra, Ricardo Marcelo, Cássio Cunha Lima, José Maranhão e Luciano Cartaxo, coincidência ou não, todos adversários do ex-governador Ricardo Coutinho.
Histórico
Desde os tempos de Luciano Agra, no longínquo ano de 2012, essa arapongagem foi detectada e denunciada aos órgãos competentes sem que nenhuma providência tenha sido tomada no decorrer de quase uma década.
Luciano Agra foi acompanhado por dias por uma araponga que procurava encontrar qualquer coisa que comprometesse o então prefeito da capital, atividade que terminou sendo denunciada pelo amigo e auxiliar Nonato Bandeira, hoje secretário de Estado e também vitima desse mecanismo de invasão de privacidade que terminou por confeccionar um dossiê contra o jornalista em virtude de suas posições de enfrentamento ao ex-governador Ricardo Coutinho.
A espionagem não tem fronteiras nem respeita poderes, e o presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo, também foi alvo e vitima dessa ação ousada e criminosa promovida por integrantes suspeitos de pertencerem ao esquema policial do Governo do Estado na era do PSB.
Ricardo Marcelo denunciou e viu uma varredura da Polícia Federal encontrar em seu gabinete um aparelho de escuta clandestino. A comprovação do crime, no entanto, não teve desdobramentos e não se sabe que providências foram tomadas e até hoje se desconhece quem instalou o grampo nas dependências do Poder Legislativo. Suspeita-se apenas.
Uso até de drones
Mostrando que não tem fronteiras e não respeita cara nem cargos nem história, a arapongagem não hesitou em rondar a residência do senador José Maranhão (MDB), e drones foram visto sobrevoando à residência do então candidato a prefeitura da capital.
Outra vez a Polícia federal foi acionada, mas nada foi revelado sobre o que pode ter sido apurado da espionagem nos arredores da casa do senador e a atividade continuou a todo vapor sem que os responsáveis sejam identificados e punidos, provando toda força e influência de quem está por detrás dela.
Luciano Cartaxo também foi vítima
No começo deste ano, através de seus advogados, o prefeito da capital, Luciano Cartaxo, também denunciou a atividade criminosa, que vinha vasculhando sua privacidade.


tanaarea

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