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Motorista suspeito de atropelar cinco pessoas em calçada, na PB, é liberado após depoimento


O motorista suspeito de atropelar cinco pessoas da mesma família em uma calçada, na cidade de Areia, no Brejo paraibano, foi liberado após prestar depoimento na Central de Polícia Civil de Campina Grande, na quinta-feira (3). De acordo com o delegado responsável pelo caso, Gilson Teles, o homem e o proprietário do veículo, que estava como passageiro na noite do acidente, vão responder ao processo em liberdade.

Desde a terça-feira (1º), os dois suspeitos eram considerados foragidos após descumprirem um acordo feito com a Polícia Civil e não comparecerem à delegacia. Eles se apresentaram na manhã da quinta-feira (3). Além de Alíson Teixeira de Sobral, que dirigia o veículo, o passageiro e dono do carro, Antônio José da Silva, também se apresentou com advogado. Após os depoimentos, que duraram cerca de 5 horas, os dois foram liberados.

Na manhã desta sexta-feira (4), o delegado informou ao G1 ter feito uma representação de prisão preventiva junto à Comarca de Areia, mas a juíza diretora do Fórum Desembargador Aurélio de Albuquerque, Alessandra Varandas Paiva Madruga de Oliveira Lima, ainda não teria apreciado a representação para que os mandados de prisão fossem concedidos.

Em depoimento à polícia, a defesa dos suspeitos disse que apenas o dono do veículo, que estaria de passageiro na noite do atropelamento, havia ingerido bebida alcoólica. A defesa alegou também que Alíson Teixeira de Sobral, que dirigia o carro, não tinha Carteira Nacional de Habilitação, mas que o dono do veículo, Antônio José da Silva, não sabia disso.

“Essa versão de que apenas o dono do carro, que estava de passageiro na noite do acidente, teria ingerido bebida alcoólica, pode ser facilmente rebatida pelas testemunhas, porque o motorista não justifica porque não estaria bebendo junto com o dono do veículo, além disso uma testemunha flagrou ele bebendo em frente a um bar, mas ele nega conhecer essa pessoa, então nós faremos uma acareação entre os dois”, afirmou Gilson Teles.

O atropelamento aconteceu no dia 22 de setembro. Cinco pessoas foram vítimas do acidente. Todas elas foram encaminhadas para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Uma mulher e duas crianças não resistiram aos ferimentos e morreram na unidade de saúde. Um homem, que passou por cirurgia, permanece internado na unidade de saúde. Uma outra criança recebeu alta.
Carro foi encaminhado para perícia

Na noite do acidente, após atropelar cinco pessoas da mesma família, os suspeitos fugiram do local sem prestar socorro às vítimas. Além disso, minutos após o acidente, o veículo em que a dupla estava foi retirado do local. O carro só foi apreendido cinco dias depois. Ainda segundo o delegado, o veículo foi encontrado em uma propriedade rural que pertence à família de um dos suspeitos.

Ainda em depoimento à polícia, a defesa afirmou que o carro em que os dois homens estavam teria apresentado uma falha mecânica no momento de atropelamento e que, por isso, o motorista teria perdido o controle do veículo e causado o acidente.

Conforme informou Gilson Teles, o carro já foi encaminhado para perícia. “A defesa alega uma falha mecânica no veículo no momento do acidente, mas se a perícia constatar que houve adulteração no carro, que foi retirado do local após o acidente, será outro crime: o de induzir o perito ao erro, e aí renovaremos o pedido da representação da prisão junto à Justiça”, salientou.

Família foi atropelada quando ia para igreja

De acordo com relatos de testemunhas, o veículo descia uma ladeira conhecida como "Chã". O motorista perdeu o controle do carro, invadiu uma calçada, colidiu no muro de três casas e atingiu as cinco vítimas que estavam indo para a igreja.

Foram atingidos uma mulher, de 33 anos, um homem, de 28 anos, um menino, de 9 anos, uma garota, de 6 anos, e outra menina, de 4 anos. O motorista do veículo e o passageiro fugiram do local do acidente. Segundo testemunhas, os homens apresentavam sinais de embriaguez.

Menina de 6 anos teve morte cerebral

A menina de 6 anos, uma das vítimas atropeladas pelos suspeito, teve morte cerebral no dia 26 de setembro. Segundo as informações da unidade hospitalar, desde o dia em que deu entrada no local, a menina estava em estado grave. Ela passou por uma cirurgia, ficou internada na UTI infantil do hospital e, após quatro dias, apresentou morte cerebral.

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