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Investigada na Calvário, Estela avalizou nome de Cláudia Veras para a Saúde na gestão de Ricardo


A sabedoria popular ensina que quando a sorte muda, além de cair do cavalo, o dito cujo ainda leva um coice, “o selo do castigo”, como canta o Paralamas do Sucesso, do paraibano Herbert Vianna.
É o que acontece não apenas com uma, mas com várias estrelas do PSB, desde que deflagrada a operação Calvário pelo Gaeco/MPPB, para apurar desvios de recursos – inicialmente da Saúde -, enriquecimento ilícito de agentes públicos e financiamento ilegal de campanhas, entre outros crimes.
O Gaeco conta com a eficiente colaboração do TCE-PB, da PF, MPF e CGU para investigar o caso que já derrubou os oito mais fortes secretários de Estado, herdados por João Azevêdo da gestão Ricardo Coutinho: Livânia Farias (Administração), Gilberto Carneiro (ex-PGE), Waldson Souza (ex-Saúde), Cláudia Veras (ex-Saúde), Ivan Burity (Turismo), Aléssio Andrade (Educação), e pediram exoneração Amanda Rodrigues (Finanças) e Luís Torres (Comunicação).
Até a 5ª fase, apenas o grupo administrativo apareceu. A 6ª fase chega ao núcleo político, com investigações que envolvem a deputada Estela Bezerra, uma das mais antigas aliadas do ex-governador Ricardo Coutinho, que avalizou Cláudia Veras para a Saúde, destaca publicação da jornalista Lena Guimarães, no Correio da Paraíba.
Enquanto o Gaeco foca em percentual cobrado por contrato, o TCE-PB analisa as contas das organizações sociais, com lupa maior para as que estavam facilitando esses desvios. Ontem, condenou a Cruz vermelha a devolver quase R$ 11 milhões (exatos R$ 10.716.073,85), de um contrato de R$ 128 milhões, ou seja, 8,35% do total.
Esse valor corresponde apenas a despesas que a OS não conseguiu comprovar, como observou o conselheiro relator Nominando Diniz no seu voto, explicando que chama a atenção que todas as empresas prestadoras de serviços eram contratadas em outros Estado, o que dificultou a apuração das ilegalidades.
O TCE apontou superfaturamento, quarteirização e outros ilícitos e deu prazo de 60 dias para que os ex-diretores Ricardo Elias Restum e Milton Pacífico José de Araújo efetuem o ressarcimento ao Estado.
Esse valor diz respeito apenas ao desviado pela Cruz Vermelha no exercício de 2014. Pelo que informou o Gaeco à Justiça, o método também foi aplicado na Educação. Mas, os órgãos de fiscalização estão em sintonia. Quem cair, deve temer o coice.


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