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CMCG

Governo faz pedido de R$ 3 bi extras após negociação para votar Previdência


Após o UOL antecipar que o governo negociava com deputados um crédito extra para custear o pagamento de emendas parlamentares, a Casa Civil enviou ao Congresso Nacional uma mensagem presidencial para abrir crédito extra de pouco mais de R$ 3 bilhões.
O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União na tarde de hoje (6), às vésperas da votação do segundo turno da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. O projeto pode entrar em pauta hoje ou amanhã (7), dependendo do quórum no plenário.
O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, passaram o dia em negociação com parlamentares governistas e do Centrão.
O dinheiro será usado para custear o pagamento das emendas parlamentares e de outras necessidades pontuais do governo.

Negociação durante o dia

Assessores palacianos afirmaram reservadamente à reportagem que a solicitação de crédito extra para o pagamento das emendas era considerada a última cartada do governo para aprovar o texto.
Tanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, quanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estavam cientes das tratativas. Entretanto, Maia não quis se envolver diretamente no processo.
Segundo lideranças da Casa e do governo, havia pressão de partidos do Centrão para que o projeto de crédito extra fosse aprovado antes da votação do segundo turno da reforma da Previdência. Entretanto, Maia e líderes governistas seriam contra essa possibilidade porque poderia indicar uma relação direta entre pagamento de recursos e votos pela Previdência.
O Planalto também tinha ciência de que parte das promessas feitas aos parlamentares no primeiro turno da reforma ainda não havia sido cumprida, mas acreditava que chegaria a um consenso com os parlamentares para não prejudicar a tramitação da proposta.

Uol

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