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Jogadores da seleção brasileira aprovam Bolsonaro em campo no Maracanã

Dez jogadores da seleção brasileira aprovaram a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, no gramado do Maracanã para presenciar a entrega da taça da Copa América. Ele depois tirou fotos com os atletas e o troféu.
O Brasil conquistou o título após derrotar o Peru por 3 a 1 neste domingo (7). Foi a nona vitória de seleção no torneio continental.
Atletas ouvidos pela reportagem após a partida não viram nenhum problema na atitude presidencial. Houve quem disse desejar ver o gesto se repetir.
“Presidente é a maior autoridade. Espero que a gente conquiste outros títulos e ele comemore mais”, afirmou o zagueiro Marquinhos.
Foi o segundo jogo consecutivo que Bolsonaro compareceu ao estádio para acompanhar a seleção brasileira. Na semifinal, diante da Argentina, na última terça (2), ele havia caminhado pelo gramado no intervalo e recebido aplausos e vaias. Neste domingo não repetiu isso. Ficou apenas na tribuna de honra, acompanhado pelo presidente da CBF, Rogério Caboclo.
“O presidente da República é a grande autoridade do país. Era uma competição dentro do Brasil. Com o Brasil na final. Vi como algo dentro da normalidade”, opinou o zagueiro Miranda.
É o mesmo pensamento de Daniel Alves, Allan, Philippe Coutinho, Thiago Silva, David Neres, Richarlison, Lucas Paquetá e Alex Sandro.
“Achei bacana. Ele gosta de futebol e é fanático como eu e você. Ele se sentiu feliz e espero que isso volte a acontecer várias vezes. Importante o apoio dele”, concordou Thiago Silva, 34, um dos jogadores mais experientes do elenco.
Palmeirense, Bolsonaro levantou a taça de campeão brasileiro conquistada pela equipe paulista no ano passado.
“Ele nos cumprimentou, nós também o cumprimentamos. É um prazer ter o presidente do Brasil ali conosco nos prestigiando e cedendo a taça de campeão. Acima de tudo fica o respeito pela pessoa e o significado que ele tem para todos nós”, disse Lucas Paquetá.
Ao ser mostrado no telão do Maracanã após o jogo e ao ter seu nome anunciado, Bolsonaro foi alvo de vaias e aplausos. Quando se aproximou dos jogadores brasileiros em campo, foi chamado de “mito” por Fagner, Willian e Cássio, entre outros. Os três não falaram com a imprensa após a conquista do título.
Para Daniel Alves, capitão da equipe na final e eleito melhor jogador do torneio, o mais importante é o que Bolsonaro pode fazer pelo Brasil, não sua presença em um estádio de futebol.
“Ele veio prestigiar a seleção. Se [o que ele pensa] está certo ou não, aqui não é o lugar [para discutir]. Ele foi eleito, não comprou o lugar em que está. Eu espero que ele faça o nosso país melhorar”, afirmou.
Philippe Coutinho e Marquinhos também lembraram que já aconteceu no exterior o presidente do país estar presente em vitórias da seleção nacional.
“É sempre legal ter o presidente te entregando a medalha, ter o presidente junto de você, então achei bem legal esse carinho da parte dele”, agradeceu o lateral esquerdo Alex Sandro.
Entre os atletas ouvidos pela reportagem na saída do vestiário, apenas Everton Cebolinha disse achar errado misturar política com esporte.
“Procuro deixar isso de lado. Para mim, futebol e política nesse nível não se misturam. Como você viu, alguns vaiaram, outros aplaudiram, nunca você vai agradar todo mundo, então eu procuro não falar disso”, observou o artilheiro da Copa América, ao lado do peruano Guerrero, com três gols.

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

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