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Atos pela educação incorporam pautas anti-Bolsonaro e perdem fôlego


Quatro dias após um protesto realizado em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), estudantes voltaram hoje às ruas em todo o país para protestar contra os bloqueios na educação.
Capitaneadas por movimentos como a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), as manifestações acabaram ganhando um tom crítico ao governo Bolsonaro.
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, se manifestou nas redes sociais pedindo que a população que denunciasse quem estivesse nos atos em horário escolar. Na véspera, ele já havia dito que estudantes estavam sendo coagidos a protestar por professores.
Nos atos, o que se viu foi um verdadeiro caldeirão de pautas. Gritos e cartazes reuniram críticas a temas ligados ao governo, como a reforma da Previdência, o pacote anticrime, enviado ao Congresso pelo ministro Sergio Moro, e a entrada da polícia nas universidades.
Em Brasília, um boneco do presidente Jair Bolsonaro foi queimado por manifestantes.
Apesar de se espalharem por 23 Estados, além do Distrito Federal, os protestos perderam fôlego: enquanto o primeiro grande ato enfrentado pelo governo, no dia 15 de maio, reuniu multidões, a quantidade de pessoas presentes nas ruas hoje era visivelmente menor.

Segundo o Torabit, os protestos também enfraqueceram nas redes sociais. De ontem até as 18h de hoje, foram mais de 154 mil menções capturadas, contra mais de 530 mil comentários nos dias 14 e 15.
 Em São Paulo, universitários, professores e secundaristas formaram a maioria dos manifestantes. Os secundaristas, juntamente a um grupo autônomo de antifascistas, formaram a linha de frente da manifestação.
Durante a caminhada, quando a manifestação tomou a avenida Eusébio Matoso, carros que iam no sentido contrário buzinaram e ofenderam os presentes no protesto. "Vão trabalhar", gritou um homem dentro de um veículo, logo respondido por um manifestante: "Vaza, bolsominion".
"Na minha visão, as pautas têm de ser unificadas, é isso que defendo", argumentou litza Amorim, 26, que é formada em gestão de políticas públicas.
Para ela, não há comparação entre os cortes promovidos por Bolsonaro e aqueles feitos nos governos anteriores de PT e MDB. "O problema é que esses cortes atingem as bolsas", disse, afirmando ainda que as políticas do governo são "antissociais".
Uol

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