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Braço direito de Ricardo e coordenador da campanha de João Azevedo, Waldson Sousa recebia mensalão de R$ 30 mil da Cruz Vermelha


Braço direito do ex-governador Ricardo Coutinho e coordenador da campanha eleitoral do atual governador João Azevedo, o secretário Waldson Sousa (Planejamento e Gestão) recebia mensalão de R$ 30 mil reais do esquema criminoso que comanda a organização Cruz Vermelha, contratada pelo governo do Estado há sete anos para a administração do Hospital de Trauma Humberto Lucena e depois de outras unidades hospitalares estaduais.
O registro do pagamento do salário mensal de R$ 30 mil ao secretário Waldson Sousa está na página 22 da decisão do desembargador Ricardo Vidal de Almeida, exarada na última sexta-feira (1), autorizando a operação de busca e apreensão nas casas dos secretários de Estado Waldson Sousa e Livânia Farias; da ex-diretora do Hospital de Trauma, Analuisa de Assis Ramalho Araújo, e prisão de Leandro Azevedo, que era diretor de contratos da Secretaria de Administração do Estado, além de Daniel Gomes da Silva e Michele Louzada Cardoso, diretores da Cruz Vermelha no Rio de Janeiro e já presos em outras operações.
Inicialmente, no relatório judicial, existe o registro de que os R$ 30 mil reais mensais eram repassados para uma pessoa identificada como Maurício de Sousa Neves, então vice-presidente do Conselho Administrativo da LIFESA, laboratório farmacêutico do Estado, que à época tinha o secretário Waldson Sousa como presidente. Depois, aponta que Waldson Sousa era o beneficiado.
A investigação do Ministério Público aponta o secretário Waldson Sousa como o responsável pela contratação da Cruz Vermelha para gerir hospitais do Estado e, através desta ação, introduzir a organização criminosa na estrutura do governo do Estado.
Além do contrato para a gestão do Estado, Waldson Sousa, segundo a investigação, teria operado para transferir ações do LIFESA para a Cruz Vermelha, uma forma de consolidar a presença da organização criminosa na Paraíba. Através do LIFESA, a organização criminosa repassava pagamentos não convencionais para Maurício Neves e dois outros diretores do laboratório.
Comunicação sigilosa através de bigfone
Noutro ponto, o documento judicial da última sexta-feira relata que o Ministério Público identificou que o secretário Waldson Sousa se comunicava sigilosamente com o comandante da organização criminosa no Rio de Janeiro, Daniel Gones, por meio de um “bigfone” ou BBM, considerado pelos investigadores uma ação nada usual para um agente público.
Para o Ministério Público, o fato de Waldson Sousa se comunicar sigilosamente com Daniel Gomes da Silva indica que ele tinha pleno conhecimento de quem era o chefe da organização criminosa que controla à Cruz Vermelha e que a ele aderiu.
Em relação ao secretário Waldson Sousa, a investigação registra ainda a captação de diversas mensagens de whatApp de operadores da Cruz Vermelha e servidores do Estado intermediando encontros e repasses de recursos em 2014. Numa dessas mensagens, Leandro Azevedo, braço direito da secretária Livânia Farias e preso na última sexta-feira, revela que estava naquela hora sendo chamado por “W” no Palácio da Redenção. A comunicação tratava aparentemente do repasse de dinheiro para a campanha de 2014. Existe ainda o registro de uma troca de telefonema entre Waldson e Leandro quando este estava no Rio de Janeiro para pegar o dinheiro de propina.

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