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Ortopedista paraibano alerta: uso excessivo do celular aumenta o risco de tendinite e dá dicas e orientações


Em tempos de WhatsApp, fazer ou receber ligação é quase uma declaração de amor. A imagem mais comum que se vê em todos os cantos são cabeças baixas, ombros tensionados e dedos ligeiros digitando mensagens e curtindo postagens. Não há dúvidas que a popularização dos smartphones mudou a forma como as pessoas se relacionam com o telefone.
O que pouca gente se deu conta é que o hábito tem sido responsável pelo surgimento de novos problemas como dores, tendinites e graves problemas ortopédicos. O médico ortopedista Felipe Tavares Sena explica que o maior risco do uso excessivo do smartphone, do ponto de vista ortopédico, são as dores musculares por má postura. “A posição com flexão anterior do pescoço por muito tempo, sobrecarrega a cervical e a região entre os ombros, podendo levar a dor muscular, que se não tratada corretamente pode evoluir para dor crônica e de difícil manejo. Além dos movimentos repetitivos com as mãos e punho que podem evoluir para tendinites”, explica.

Ele acrescenta que colocar a cabeça para baixo na hora de olhar a tela do celular aumenta a cifose, a curvatura, torácica. Os músculos da região do pescoço e dos ombros ficam contraídos e pouco oxigenados, o que provoca sensação de formigamento e queimação. Quanto maior o grau de inclinação, maior a probabilidade de sentir dor no longo prazo.

“As grandes vítimas são principalmente pessoas sedentárias, que habitualmente não se exercitam e fazem uso do celular por longo período de tempo”. Dores no polegar, pescoço, cotovelo, ombro e punho são as mais comuns relatadas por pacientes que fazem uso constante do celular. Nos consultórios médicos, ortopedistas revelam que há aumento, nos últimos anos, de queixas devido ao uso do aparelho. Vale lembrar que a popularização dos smartphones tem pouco mais de uma década.

Dores na cabeça ligadas a tensões na nuca e no pescoço causadas pelo tempo inclinado em uma posição indevida para visualizar a tela do celular também são relatadas. “Podemos evitar esses problemas tendo um estilo de vida saudável, com atividade física regular. Outra medida é tomar cuidado com a postura ao utilizar o telefone por longos períodos. Fazer pausas de pelo menos 15 minutos a cada 40 minutos de uso do celular, também é uma alternativa”, ensina o ortopedista Felipe Sena.

Tentar alternar as mãos quando se usa o telefone também ajuda não apenas o cotovelo, mas também os punhos. E a dica mais difícil de colocar em prática: tentar diminuir o uso do aparelhinho. Segundo uma pesquisa feita pelo IBGE, 70,5% dos lares brasileiros passaram a contar com acesso à internet em 2017, isso significa 49,2 milhões de domicílios conectados no ano passado. Esse número representa um crescimento significativo em relação aos 44 milhões (63,6%) registrados em 2016, ainda mais se incluirmos na conta que até 2013 menos da metade das residências tinha algum tipo de acesso à internet no país.

A pesquisa também revelou que esses moradores estão acessando cada vez mais a internet pelo próprio celular, isso porque 92,7% dos lares já contavam com pelo menos uma pessoa dona de uma linha de telefonia móvel. O número é apenas um pouco maior do que os 92,3% que já contavam com pelo menos um celular na casa em 2016, mas contrasta com o número cada vez menor de lares com telefone fixo : 34,5% em 2016 e apenas 32,1% em 2017.

Dicas e orientações
O fisioterapeuta Diogo Coutinho esclarece que com a evolução tecnológica, o uso do smartphone tornou-se mais um estilo de vida, temos muitas facilidades com a tecnologia a nosso favor, em contrapartida, o uso excessivo e de forma inadequada, gera grandes desconfortos posturais e patológicos. "Muitas pessoas ficam por horas com a cervical (pescoço) na posição fétida (encurvada) o que leva a desvios posturais e com o passar dos dias podem vir a adquirir doenças a nível de cervical e membro superior".

Na opinião do especialista, o resultado da popularização do smartphone foi o aumento no número de queixas relacionadas ao corpo. “O uso excessivo do aparelho causa uma sobrecarga, principalmente, nas mãos, punhos, pescoço, costas e olhos. As mãos e punhos podem sofrer com a tendinite, que é a inflamação dos tendões. Na região do pescoço e costas, ocorrem dores e contraturas. Nos olhos, devido à longa exposição à luminosidade da tela do celular, pode acontecer o que chamamos de ‘vista cansada’”.

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