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Menina de 12 anos vítima de estupro interromperá gravidez. decide família


Amparados pela lei brasileira, a família da menina de 12 anos, grávida após abusos supostamente praticados pelo padrasto, informou que a menor vai realizar o aborto. Nesta quinta-feira (18), a pré-adolescente passou a tarde na maternidade Cândida Vargas, no bairro Jaguaribe, em João Pessoa. Ela foi acompanhada pelos médicos e passou por exames.

De acordo com a delegada que acompanha o caso, Amin Oliveira, a lei permite a realização de um aborto legal quando é fruto de um abuso sexual e se a idade gestacional estiver abaixo de sete semanas.
Em entrevista à imprensa, a menina deu detalhes sobre a relação com o marido da mãe. Ele tem 36 anos, foi preso na manhã da quarta-feira (17) e encaminhado à Delegacia da Mulher. O caso aconteceu no bairro de Tibiri, em Santa Rita, na Grande João Pessoa.
Segundo a adolescente, o padrasto não chegava a agredi-la, mas era carinhoso com ela na frente de outras pessoas e agressivo quando estavam a sós. "Ele dizia que se eu contasse alguma coisa ele iria matar eu e minha mãe", disse a garota.
Ela também relatou que o padrasto a oferecia dinheiro sempre que tinha a intenção de abusar dela, e que realmente não contou nada à mãe e nem à madrasta porque sentia medo. Além disso, a menina declarou ainda que os abusos aconteciam há pelo menos dois anos.
O pai da vítima contou que a mãe da pré-adolescente ficou bastante abalada com o caso. "Depois que a criança voltou dos exames, a mãe só quer ficar com ela. Não conhece mais ninguém. Não quer ir ao banheiro sozinha".
Ele acrescentou que a família pretende aguardar os procedimentos judiciais com relação à situação da filha. “A Justiça tá vendo ai o que vai ser realmente ser feito. Ela tem o tipo de uma moça, mas ela é uma criança. Se você conversar com ela vai ver que ela é uma criança. Estamos sendo orientados pela Justiça para ver o melhor caminho a ser seguido”, concluiu. 

portal Paraíba.com

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