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CMCG

Segurança máxima só na Granja Santana



Era mais ou menos 0h25, da última segunda-feira (10), quando chegou a primeira mensagem de um policial em um grupo de whatsapp: “Estão falando que explodiram o muro do PB1, muitos tiros lá em JP”. A partir daí, foi uma sucessão de várias e várias postagens com mensagens ratificando o fato, acompanhadas de fotos e vídeos, supostamente disseminados por moradores que residem próximo ao presídio de Segurança Máxima da capital paraibana.

Não precisou o raiar do sol para constatar a previsível justificativa da cúpula de Segurança do Estado, durante coletiva para tentar explicar o inexplicável à imprensa paraibana sobre o ocorrido. Digno seria se, ao invés de politizar o fato, reconhecessem a ineficiência e a falência do Sistema Carcerário e da Segurança Pública do estado. Mas, a predileção foi outra, a politicagem sórdida e mórbida de quem não tem capacidade suficiente em reconhecer seus próprios erros.

A cúpula confabulou, confabulou, confabulou durante toda a madruga e, como sabia que o fato seria bastante utilizado por seus adversários políticos, até por se tratar de um ano eleitoral, o governador preferiu criar um engodo e, mesmo diante de um número considerável de fugitivos (105), dentre eles, cinco membros de uma quadrilha de explosões a bancos e carros fortes, apenas um deles foi escolhido e nomeado “chefe” do bando para liderar os demais, como declarou o secretário da Administração Penitenciária, Sérgio Fonseca de Souza.

Optaram por justificar o ocorrido se utilizando da ação de uma quadrilha que estaria resgatando, supostamente, o “chefe” do bando, o “Romarinho”, para esconder o caos na Segurança do Estado, que há muito caiu na banalidade. Creio que a imprensa e a população paraibana, teria direito as imagens internas do PB1, até como forma de constatar se as declarações (tão ricas em detalhes) do secretário da Administração Penitenciária, são realmente verídicas. Mas isso, eles jamais liberariam, era ter a certeza de que o conto de fadas perderia o enredo.

Para Ricardo Coutinho é mais fácil, contra-atacar politizando e jogando a culpa para outros. No entanto, é válido salientar que independente do bandido, outrora, tenha sido vinculado à PMCG, o que importa e que salta aos olhos é a inoperância do estado frente a atual realidade de insegurança na Paraíba. A falta de investimentos, a falta de equipamentos, a falta de efetivo policial e os poucos recursos para investimentos em inteligência e em pessoal, impõe improvisos à segurança pública e segurança pública não vive de gambiarra. As declarações do governador, só atestam a sua incompetência frente ao problema.

Em quase oito anos de governo, Ricardo Coutinho, mesmo tendo prometido acabar com a violência em seis meses, ainda não aprendeu que esconder os próprios erros, culpar os outros ou esquivar-se só traz consequências ruins. Pior, no quesito Segurança Pública, ele acaba por prejudicar toda a população do estado. Hoje em dia, o único lugar seguro na Paraíba se chama: Granja Santana. Em junho deste ano, ele próprio declarou, durante entrevista, que a Granja Santana teria 100 guardas militares da reserva fazendo a sua segurança e a do local.

A única certeza que o estado da Paraíba vive hoje é a de que o crime organizado se mantém cada vez mais organizado e na liderança; de que o presídio de segurança máxima, de máxima só tem o nome; e de que as declarações do governador, desrespeitam de maneira inescrupulosa, o direito da sociedade por Segurança Pública.

Enquanto nossa sociedade fica à mercê da bandidagem, a granja Santana segue com segurança total e o governador em seu casulo, assegura hipocritamente que está tudo sob controle.

E o nosso estado da Paraíba? Este está cercado por estados que são totalmente dominados pelo crime organizado e mais cedo ou mais tarde haveria de ocorrer essa tragédia, mas todos se fazem de cegos. A tendência? É piorar ainda mais....

Simone Duarte de Oliveira

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