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Descumprimento de medida cautelar motivou condução de Fabiano Gomes à sede da PF, diz defesa




O radialista Fabiano Gomes foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (22). A prisão preventiva foi determinada pelo desembargador João Benedito, no bojo da operação Xeque-Mate, desencadeada pelo Ministério Público da Paraíba em parceria com a Polícia Federal. O radialista foi alvo, no dia 3 de julho, de dois mandados de busca e apreensão, um no trabalho e outro em casa. Ele é acusado de ter intermediado a compra do mandato do ex-prefeito de Cabedelo, Luceninha, que renunciou ao cargo em 2013. A operação fraudulenta, de acordo com as investigações coordenadas pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), resultou na posse do atual prefeito afastado do município, Leto Viana (PRP). Ele foi reeleito em 2016.
O radialista já cumpria medidas cautelares desde o 3 de julho, por decisão do desembargador. O magistrado proibiu que os acusados deixem o território nacional. Segundo nota, a Polícia Federal segue trabalhando para apurar, em toda a sua extensão, os crimes eventualmente praticados no âmbito daquela administração municipal e que constituem o objeto da Operação Xeque-Mate. Os mandados foram concedidos após a protocolação, pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), da segunda denúncia no bojo da operação. Nesta etapa, foram denunciadas sete pessoas. Todas teriam operado para viabilizar a saída de Luceninha do cargo e a ascensão de Leto Viana.
Os acusados na atual fase da operação são Leto Viana, Luceninha (José Maria de Lucena Filho), Roberto Santiago, Olívio Oliveira dos Santos, Fabiano Gomes da Silva, Lucas Santino da Silva e Fabrício Magno Marques de Melo Silva. Todos haviam sido alvos da primeira denúncia também. A denúncia, fruto da investigação da Polícia Federal e do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), elenca dez eventos da suposta ação criminosa.
O outro lado
 A defesa do comunicador Fabiano Gomes esclareceu que ele foi conduzido à sede da Polícia Federal, em João Pessoa, na manhã desta quarta-feira (22), por uma única razão: para prestar esclarecimentos sobre o descumprimento de uma das medidas cautelares decretadas contra o cliente na Operação Xeque-Mate.
“Uma das medidas cautelares determina que Fabiano compareça, uma vez por mês, para assinar documentos na Justiça. Neste mês de agosto, por conta de dias de atraso no comparecimento, a Justiça compreendeu o ato como desobediência”, explicou o advogado Rembrandt Asfora.
O advogado esclareceu, ainda, que “em nenhum momento o radialista Fabiano Gomes se esquivou, por descaso, como fundamentado na decisão judicial, de cumprir as medidas cautelares a ele aplicadas, tendo inclusive se apresentado espontaneamente ao Ministério Público para prestar suas declarações no início da operação, tornando-se oportuno destacar que ele vem as cumprido rigorosamente”. 
A defesa reitera que, desde o princípio da Operação, Fabiano Gomes tem colaborado espontaneamente com depoimento e informações nos autos e investigações do processo, como prova de sua disposição de contribuir com a Justiça e a verdade dos fatos.

PBAgora

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