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Pedro lamenta esvaziamento do Congresso: “rasgamos R$ 90 milhões. É imperdoável”


Com um discurso forte e combativo, o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) usou a tribuna da Câmara dos Deputados na manhã desta quarta-feira (7) para lamentar a ausência de sessões ordinárias na Casa. Os trabalhos foram retomados na última segunda-feira (5), após 45 dias de recesso parlamentar. Pedro classificou como “imperdoável” o esvaziamento no Congresso, que mesmo sem a realização de sessões, teve um gasto de aproximadamente R$ 90 milhões. Os parlamentares devem ficar mais uma semana de folga sete dias depois do início da legislatura devido ao feriado de carnaval.

“Novamente, nesta semana, não aconteceu nada. Na segunda-feira, não aconteceu nada. Ontem, não aconteceu nada. Hoje não aconteceu nada aqui na Câmara dos Deputados. O que aconteceu, como sempre acontece, foi o custo disso. O povo brasileiro, como sempre, pagou essa conta. Se pegarmos três dias em que não houve nada, nós rasgamos R$ 90 milhões de reais (...). Deixo aqui o meu protesto, nesta semana perdida, pelo o que se deixou de se fazer. Precisamos urgentemente perceber que a mudança tem que ser radical, não dá para ser pianinho”, afirmou.

E completou mais na frente: “Recentemente vi uma fala do pernambucano Lenine que mexeu diretamente comigo, dizendo que isto aqui é imperdoável. É imperdoável. É imperdoável o que nós fazemos e continuamos fazendo! Ficamos presos, justificando os nossos erros. Percebam o grau de anestesia a que chegamos aqui. Ficamos dentro de uma bolha anestesiados com o que está errado, perdendo a sensibilidade e perdendo a capacidade de ser humano”.

Pedro fez uma provocação para que, o dinheiro “perdido” para manter a Câmara aberta nesses últimos três dias sem atividade, fosse utilizado para atender as demandas da população mais carente. “No caminho aqui para a Câmara dos Deputados, debaixo do viaduto, eu vi uma pessoa, um ser humano, enrolado em um saco, no chão. Imagine pegar R$ 1 milhão desses R$ 90 milhões que nós rasgamos nestes últimos três dias para dar dignidade a uma pessoa? Para comprar uma casa, dar um lar, dar uma oportunidade de trabalho? Foi isso que nós deixamos de fazer nesta semana”, lamentou.

Privilégios – Durante o discurso, Pedro falou ainda sobre a disparidade entre os privilégios pagos com dinheiro público para uma parcela abastarda do funcionalismo, quando a maioria da população não tem acesso aos direitos básicos de educação, saúde e moradia.  Ele citou como exemplo, uma mulher que o abordou pedindo ajuda para comprar o material escolar do filho, enquanto em vários Estados brasileiros os juízes recebem uma “bolsa livro”, que vai de R$ 1 mil a R$ 4 mil por ano, para comprar livros literários.

“Eu não tenho nada contra a formação de um juiz. Agora, é preciso entender, pelo amor de Deus, que nós precisamos dar um reset nisto aqui. É preciso urgentemente, mas para ontem. É isso que o povo brasileiro, mais do que nunca, espera (...). O que as pessoas querem não é um Governo mais de direita ou mais de esquerda — há um universo pequeno que está nisso —, os que as pessoas querem é um governo mais correto, menos ideologia e mais correção nas coisas, mais humanidade no trato político!”, ressaltou.

Ele lamentou ainda que o presidente Michel Temer use o dinheiro público para ir com uma comitiva de 60 pessoas para brincar o Carnaval. “Eu não tenho nada contra aonde o Presidente vai ou deixa de ir no Carnaval, mas que não seja com dinheiro público, que não seja num País que está entregue a um drama social”, denunciou.
 
Assessoria 

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