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BNDES quer investir em energias renováveis para o desenvolvimento do Nordeste


Surpreendido positivamente com a pujança de Campina Grande e com os resultados dos investimentos que o BNDES tem feito em empreendimentos privados na cidade, o presidente do Banco ressaltou a importância da liberação de crédito para a região. Paulo Rabello esteve em Campina fazendo palestra sobre Desenvolvimento Regional nesta segunda-feira, 20, atendendo convite da Unifacisa, com quem mantém parceria, e da CDL.

Antes do encontro com a platéia formada por acadêmicos e profissionais dos diversos setores produtivos, o presidente do Banco participou de uma coletiva de imprensa. Um dos temas em destaque foi a potencialidade da cidade para alavancar o desenvolvimento regional.

“Os grandes empreendimentos são necessários. A Unifacisa é um exemplo de grande empreendimento regional que transformou lixo em luxo, e o luxo daqui é o de ter conseguido um índice zero de violência, em um processo de reencontro da harmonização de uma comunidade. O BNDES tem muito interesse em projetos como estes”, asseverou Paulo Rabello.

Encantando com a cidade, o presidente, que não conhecia a Serra da Borborema, disse ter ficado muito feliz com o que encontrou por aqui. “Campina Grande além de ser um pólo regional reconhecido há muitos anos é também um centro de futuras oportunidades e o BNDES quer proporcionar a condição de uma aceleração dos investimentos dessa região”, comentou.

ENERGIAS RENOVÁVEIS – De imediato Paulo Rabello também indicou qual área o banco considera promissora para a região Nordeste. “O mais óbvio do investimento aqui é a energia solar. Essa energia que costumamos chamar de alternativa aqui em Campina Grande eu gostaria de lançar o conceito de que ela deveria ser chamada de energia primária. Nós estamos constatamos o oóbvio, temos um fator restritivo crítico chamado água e temos um fator abundante não restritivo mas pouco utilizado chamado energia solar/eólica”, avaliou.

Em sua fala, o chanceler da Unifacisa, Dalton Gadelha, destacou que o Centro Universitário está alinhado com os novos rumos do BNDES, também priorizando a área das energias renováveis. “Nossa Instituição está criando o primeiro curso de Energias Renováveis e o Instituto de Energias Renováveis do Semiárido. Não tenho nada contra o Pré-sal, mas nós queremos apostar no Pró-sol e no Pró-vento. Talvez esse seja o melhor caminho para transformar a nossa Paraíba na Santa Catarina do Nordeste. Queremos alavancar a partir daí um novo desenvolvimento para a região”, contou.

Dalton Gadelha destacou a história da Unifacisa, afirmando que a Instituição nasceu há 18 anos não porque havia uma perspectiva de negócio, mas porque o desenvolvimento regional exigia uma instituição de ensino superior que fosse diferente. “E o que é ser diferente em Campina Grande e no Nordeste? É ser mais rápido, mais dinâmico e dar respostas ao povo e aos interesses da nossa região, assim nós estamos construindo essa Instituição que já tem 5.200 alunos e 930 colaboradores”, relatou.

O chanceler finalizou relatando a capacidade transformadora da educação que se mantém comprometida com a sociedade. “A nossa instituição foi buscar soluções para nossa sociedade a partir da escolha do terreno para construir o campus. Aqui era uma invasão, a Vila do Lixo. Não tinha um metro de calçamento,o esgoto era a céu aberto, o índice de criminalidade era altíssimo, assim como o de desemprego. Hoje temos esgoto, energia, ruas calçadas, ponto de ônibus, empregabilidade 100% e criminalidade zero há três anos e meio isso.  É uma aposta não só no poder do conhecimento transformando pessoas, mas a universidade trazendo o entorno da nossa sociedade para um caminho de uma vida mais justa, mais humana, mais fraterna e mais feliz”, finalizou.

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