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Papangus de Queimadas deverão se cadastrar na Secult antes de irem às ruas durante o Carnaval


Uma recomendação do Ministério Público emitida à Polícia Militar da Paraíba, impedindo que pessoas desfilem com máscaras durante o Carnaval, fez com que a Prefeitura de Queimadas, através da Procuradoria se reunisse com os representantes dos papangus do município e estabelecessem alguns critérios para que eles possam ir às ruas mascarados. 

Segundo o procurador do município, Murilo Duarte, os papangus poderão participar das festividades, desde que saiam em bloco e seu respectivo representante se dirija à Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer (Secult) para realizar um cadastro com original e cópia dos documentos pessoais de todos os seus integrantes.

No entendimento do procurador do município, por se tratar de uma manifestação cultural, a Prefeitura de Queimadas não poderia, simplesmente, impedir que os papangus saíssem às ruas mascarados. Desta forma, como medida preventiva, todos deverão seguir à risca o acordo estabelecido pela Procuradoria do município, sob pena de ser punido caso descumpra o que foi acordado.

Na próxima sexta-feira (9), os representantes dos blocos dos papangus deverão comparecer na Procuradoria da Prefeitura de Queimadas e assinar o acordo selado entre os mesmos. Conforme, Murilo Duarte, eles deverão informar o nome do bloco, qual a sede do bloco e entregar originais e cópias dos documentos pessoais dos seus respectivos integrantes. Eles deverão ainda seguir os horários e itinerários determinados e ao final das festividades, retirarem suas máscaras. Em hipótese alguma, poderão permanecer mascarados. Os menores de idade, só sairão às ruas com autorização de um responsável.

Ainda conforme Murilo Duarte, cada componente do bloco, em especial dos papangus, deverá usar um crachá com nome, número do RG ou CPF e uma foto 3x4. “Cada representante deverá se comprometer a guardar uma cópia dos documentos dos integrantes do seu bloco e, caso ocorra algum tipo de crime ou irregularidade, o representante deverá contribuir com a autoridade policial e prestar os devidos esclarecimentos”, destacou o procurador.

Murilo Duarte explicou que tais medidas visam dar mais segurança e tranquilidade aos foliões e não se trata de uma discriminação com os papangus. “Não estamos afirmando com isso, que papangus cometem crimes, qualquer pessoa de qualquer categoria está sujeita ao comentimento de um crime, sejam elas papangus, assistentes sociais, comerciantes, brincantes de carnaval, às vezes movidos pelo uso de drogas, álcool, etc. Essas condutas não são próprias de uma classe específica, mas para se evitar que aleguem que estejam mascarados, simplesmente para cometer crimes, esse registro será uma prova da boa fé deles”, disse.

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