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Convenção coletiva: Sindicato vai às ruas denunciar intransigência dos patrões


Diante da intransigência dos patrões, que se negam a negociar acordo de Convenção Coletiva de Trabalho 2017-2018, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Campina Grande fez mobilizações neste sábado em vários locais da cidade, para alertar a categoria trabalhadora sobre o que está acontecendo e para esclarecer a sociedade sobre a falta de interesse patronal em tratar do assunto.

Com carros de som, boletim informativo e muita disposição os sindicalistas estiveram em algumas ruas comerciais do centro campinense, se concentrando principalmente em frente as grandes lojas e as mais importantes redes de supermercados, como o RedeCompras e Ideal. As discussões acerca do fechamento do acordo da convenção coletiva dos comerciários se arrastam há quase dois meses, sem avanços uma vez que os patrões não mostram disposição para negociar o reajuste salarial pleiteado pela categoria.

O presidente do Sindicato dos Comerciários de Campina Grande, José do Nascimento Coelho, informou que mesmo sem o acordo até agora a categoria está com a garantia de sua data base assegurada para 1º de novembro, uma vez que quando a convenção for fechada haverá pagamento retroativo. O sindicato está pedindo um reajuste linear de 6,5% em cima do salário base de R$ 998, enquanto os patrões só querem dar 1,82%.

Além disso, existem outras questões pendentes para a categoria, como hora-extra, vale alimentação e vale transporte. Outro ponto que vem dificulta o acordo diz respeito aos comissionados, já que atualmente a média salarial é feita com base nos quatro últimos maiores salários. Os patrões querem mudar a média para 12 meses.

FISCALIZAÇÃO

Durante este período natalino o sindicato está vigilante quanto ao cumprimento das leis trabalhistas e pediu ao Ministério Público do Trabalho e Emprego que fiscalize de forma rigorosa a situação, especialmente nas lojas do centro da cidade e das instaladas no Shopping Partage, já que o sindicato tem recebido várias denúncias dando conta da extrapolação da jornada de trabalho, principalmente no que diz respeito a hora extra e hora compensada.

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